O nome Pomerode*
está ligado a origem de seus fundadores, imigrantes
vindos da Pomerânia (Pommernland), norte da Alemanha.
O nome deriva da junção do radical Pommern
e do verbo rodern, verbo alemão que significa
tirar os tocos, tornar a terra apta para o cultivo.
O início da colonização de Pomerode
remonta ao ano de 1861, quando os primeiros imigrantes,
liderados pelo colonizador Hackbarth, decidiram subir
um afluente do Rio Itajaí-Açú,
a partir da região onde hoje se localiza o bairro
Badenfurt. Eram abertas picadas ao longo do curso do
rio, que foi chamado Rio do Testo.
A colonização da área foi uma estratégia
para fortalecer o comércio entre a Colônia
de Dona Francisca (atual região de Joinville)
e a Colônia de Blumenau, lote a qual as terras
de Pomerode eram integradas. As divisões das
Colônias eram definidas pela Campanha Colonizadora
do Dr. Hermann Otto Blumenau, fundador da cidade de
Blumenau.
Os primeiros imigrantes de Pomerode se estabeleceram
ao longo do Rio do Testo pelo sistema de minifúndios
(pequenas fazendas), onde eram cultivados arroz, fumo,
batata, mandioca, cana de açúcar, milho
e feijão. O colono também se dedicava
à criação de gado leiteiro e suíno,
cujas matrizes vieram da Europa.
As primeiras edificações eram rústicas
construções de pau a pique, cobertas com
folhas de palmeiras. Em 1870, a primeira escola Alemã
foi instalada no bairro Testo Central (atual Escola
Básica Municipal Olavo Bilac).
Até a virada do século 20, Pomerode era
uma colônia voltada apenas para agricultura e
pecuária de subsistência, com pequenos
pontos comerciais nas áreas centrais da colônia.
Com a mudança de século, pequenas empresas
familiares de laticínios, frios, móveis
e cerâmica deram início à industrialização
do município.
Anos mais tarde, a indústria da porcelana se
tornou uma das mais importantes para a economia local.
Hoje, a cidade é considerada um forte pólo
têxtil e metal-mecânico.
Desmembrada de Blumenau em janeiro de 1959, Pomerode
mantém até hoje o fascínio de uma
pequena comunidade com a forte influência alemã
em seus costumes.
*Lê-se “Pômerôde”
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