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Um dos estados que mais traduz
o mosaico cultural formado pela
imigração no Brasil
é Santa Catarina, que foi
colonizada por imigrantes provenientes
de quase todas as regiões
européias. Assim, diferentes
povos ocuparam regiões
e construíram vilarejos
nos moldes de seus países
de origem, preservando suas tradições.
Hoje, as antigas aldeias se tornaram
belas cidades que podem proporcionar
a sensação de um
passeio pela Europa sem sair do
Brasil.
O Vale Europeu é um dos
maiores exemplos dessa mistura
de tradições ocorridas
no país. Localizado bem
ao
norte do planalto do serrado catarinense,
foi colonizado por imigrantes
europeus, principalmente os alemães
que chegaram em meados do século
XIX e pelos italianos que vieram
no final desse mesmo século.
Atualmente, as cidades que compõem
essa região são
povoadas por antepassados daqueles
imigrantes e, mesmo depois de
tanto tempo, ainda guardam costumes
e tradições seculares,
trazidas por seus pais, avós,
bisavós e parentes ainda
mais distantes.
Ao todo, o Vale Europeu é
compreendido por municípios
localizados ao redor do rio Itajaí,
uma das mais importantes bacias
hidrográficas de Santa
Catarina. Alguns desses destinos,
como Blumenau, Brusque e Nova
Trento já são conhecidos
nacionalmente e recebem anualmente
grande número de visitantes.
Já Indaial, Pomerode e
Rio do Sul, continuam intocadas,
principalmente porque ainda não
foram descobertas pelo turismo
de massa.
Além de toda a cultura
ítalo-germânica,
a região é procurada
por oferecer ótimas opções
para a prática do ecoturismo
e do turismo de aventura. O Alto
Vale, por exemplo, formado pelas
cidades ao norte, concentra rios
caudalosos, cachoeiras e uma vegetação
exuberante que constitui cenário
perfeito para uma série
de modalidades de esportes radicais
como canoagem, montanhismo, canyoning,
montain bike e vôo livre.
Mas a atividade mais praticada
por quem visita o Vale Europeu
ainda é o rafting pelo
rio Itajaí e seus afluentes,
até mesmo porque nele está
umas das melhores corredeiras
do Brasil, ideais para todos os
níveis de praticantes.
Outro chamariz para os viajantes
é a gastronomia oferecida.
A carne de
marreco e de porco preparadas
sob diversas formas, incluindo
as recheadas com repolho roxo,
fazem parte da lista de guloseimas
mais procuradas. Mas também
não se pode esquecer diferentes
pratos como o einsbein (joelho
de porco), o chucrute (repolho
em conserva), o kassler (bisteca
de porco grelhada), o knödels
(bolinho de batata com molho de
páprica) e o já
conhecido salsichão. Todos,
acompanhados por cerveja, muita
cerveja, bem ao modo alemão.
Já para quem gosta e procura
festas e muita dança, o
Vale Europeu é o lugar
certo. Os colonos trouxeram as
danças da época,
como o landier, o rheinlander,
o schottisch e a dinâmica
polka que tomaram conta de toda
a região. Hoje existem
inúmeros grupos que se
apresentam usando trajes típicos
daquela época. Não
será difícil encontrar
ruas fechadas com música
tradicional e muita animação
para a apresentação
dos grupos, provando que a festa
é o melhor alimento para
o espírito, como todo brasileiro
já sabe.
Completar ainda mais todo esse
cenário
o frio quase europeu que se faz
presente nessas cidades da serra
catarinense. Além do clima,
a arquitetura com casinhas que
parecem terem sido tiradas de
contos de fadas, os jardins floridos,
os pastos verdejantes, as montanhas
e os rios gelados. Tudo isso faz
o visitante que vai ao Vale Europeu
ter a nítida impressão
de estar em outro país,
não fosse pela típica
hospitalidade brasileira que lhes
é oferecida. |