Em 2 de setembro
de 1850 desembarcaram no Rio Itajaí-Açu
os primeiros imigrantes, que colonizaram Blumenau. Eram
17 alemães, liderados pelo médico-farmacêutico
Hermann Bruno Otto Blumenau. A idéia era formar
uma colônia agrícola, mas a vocação
industrial prevaleceu. E Blumenau tornou-se o maior
pólo têxtil do Brasil.
A cidade expandiu-se, modernizou-se, mas não
abandonou seus traços coloniais. Nos idos de
1950 já era uma referência de qualidade
de vida do sul do Brasil. Por tornar-se um importante
centro industrial, Blumenau passou a receber visitantes
de todo o Brasil e do exterior. A princípio,
a maioria freqüentava a cidade para fazer negócio.
Ou comprar os seus produtos, famosos pela qualidade.
Essa condição, na década de 1960,
fez de Blumenau o principal destino de quem visitava
Santa Catarina. O movimento que pôs Blumenau em
destaque no Estado aconteceu naturalmente, sem que houvesse
qualquer planejamento neste sentido.
A consciência de que Blumenau tinha mais do que
indústria e comércio a oferecer só
foi manifestada profissionalmente em novembro de 1968,
quando a Prefeitura mandou produzir a primeira peça
publicitária da cidade.
Para a divulgação da cidade, a Prefeitura
usou um encarte na revista Seleções do
Reader ` s Digest . Nesta peça publicitária,
pela primeira vez a cidade foi apresentada com todos
os seus encantos, que a fazem tão especial. Como
efeito dessa primeira divulgação, gente
de todas as partes veio conferir de perto o exotismo
da cidade. O fluxo de turistas não parou mais
de crescer.
As características da cidade e sua pujança
econômica favoreceram a criação
de grandes eventos. Assim, Blumenau passou a realizar
as principais feiras do sul do Brasil.
Na década de 1980, a iniciativa privada e o poder
público uniram-se para reproduzir em Blumenau
uma festa que já existia a cerca de 200 anos
em Munique, na Alemanha: a Oktoberfest .
O principal, a cidade tinha: a cultura alemã,
com suas manifestações musicais, folclóricas
e gastronômicas e, claro, um grande consumo de
cerveja. A idéia deu certo e já nos primeiros
anos a festa ganhou projeção internacional,
tornando-se a segunda maior festa de tradição
alemã do mundo. A festa foi idealizada como um
produto turístico. Atribui-se o seu êxito
à originalidade, mas também à beleza
da cidade e à qualidade dos serviços prestados.
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