O território
do município de Piraí foi desbravado em
conseqüência do movimento de tropeiros realizado
entre a região das Minas Gerais e o Rio de Janeiro,
através do Rio Paraíba.
Em 27 de novembro de 1751, foi concedida uma sesmaria
a José da Costa Bandeira, num local chamado "Sertão
da Paraíba", no caminho de São Paulo
e outra, em 07 de setembro de 1764, a Manoel Rodrigues
da Silva, no mesmo caminho, muito embora desde o final
do século XVII muitos colonos já transitassem
por ali, em busca do Sertão das Minas Gerais.
O núcleo primitivo desenvolveu-se junto à
pequena capela de Sant`Anna do Piraí, erguida
por volta de 1772. A localidade rapidamente progrediu,
atraindo iNúmeros colonos que buscavam terras
férteis no intuito de abastecer as tropas que
se dirigiam para o interior da colônia.
Em 1817, foi a região elevada à categoria
de freguesia, com a denominação de Santanna
do Piraí e, em face do processo de contínuo
desenvolvimento, apoiado na economia cafeeira, o governo
concedeu autonomia, dada pela Lei Provincial n.º
96, de 06 de dezembro de 1837, elevando-a à categoria
de vila, e instalando o município em 11 de novembro
de 1838. A vila de Santana do Piraí adquiriu
foros de cidade em 1874 e, seguindo a diviSão
administrativa de 1911, o município passou a
chamar-se apenas Piraí.
Com a abolição da escravatura, a região,
que tinha sua economia baseada na agricultura, sofre
as conseqüências ante a ausência de
mão de obra.
Ao final do século XIX, a implantação
da Estrada de Ferro D. Pedro II provocou a transferência
da polarização para os núcleos
vizinhos de Santana de Barra e Barra do Piraí.
Durante as primeiras décadas do século
XX, dois influxos econômicos importantes viriam
reativar a economia municipal: a implantação
da represa Nilo Peçanha e a fábrica de
papéis Pirahy. |