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Um
pouco de História |
Prefeitura
Municipal |
| Rua Conde de Araruama, 425 - Centro -
Quissamã - Tel. (22) 2768-9300 |
| Armando Cunha Carneiro da Silva |
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Câmara
Municipal |
| Av. Francisco de Assis Carneiro da Silva,
497 - Quissamã - Tel. (22) 2768-1024 |
| • Amaro de Carvalho Gomes |
• Luiz Carlos Fonseca Lopes |
| • Edi Francisco da Silva |
• Márcio Oliveira Pessanha |
| • Francisco Xavier da Conceição
Filho |
• Maria de Fátima Pacheco |
| • Janio Pinto de Souza |
• Nilton Pinto |
• Junio Selem Pinto |
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| De 01 de janeiro de 2009 à 31 de
dezembro de 2012 |
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Brasão
e Bandeira |
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Mapa |
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A origem dos municípios de Carapebus e Quissamã
encontra-se ligada à de Macaé, município
ao qual pertenciam até recentemente, como sedes
distritais. A História de Quissamã começa
em meados do século XVII, quando as terras
entre Macaé e o Cabo de São Tomé
foram doadas por Martim de Sá aos chamados
Sete Capitães, interessados na criação
do gado, sendo que a sesmaria em que se situava seu
território foi doada a Miguel Aires Maldonado.
Ao chegarem à região, os exploradores
encontraram um escravo alforriado vivendo entre os
índios. Indagado sobre como chegara ao local,
ele se disse originário da cidade de Quissamã,
em Angola. Remonta deste fato a origem do nome de
Quissamã.
A primeira atividade econômica de que se tem
notícia na região é a criação
de gado, a partir da instalação de currais
pelos Sete Capitães ou seus prepostos, por
volta de 1633. A criação extensiva tinha
por objetivo abastecer de carne a cidade do Rio de
Janeiro. Durante um século a criação
de bovinos foi a principal atividade econômica
local. Tanto os grandes quanto os pequenos proprietários
ocuparam-se desta atividade. Até então,
o trabalho escravo era pouco utilizado.
Em 1694, quando é erigida a Capela Nossa Senhora
do Desterro, nasce a vila de Quissamã, num
local denominado "Furado". Por volta de
1750, a cultura da cana é introduzida na região
de Campos dos Goytacazes e a pecuária cede
lugar à monocultura açucareira. O primeiro
engenho de açúcar de Quissamã
foi erguido em 1798, junto à antiga sede da
Fazenda Machadinha. A cultura da cana desenvolveu-se
de tal forma que a região chegou a ter sete
engenhos de médio porte em suas fazendas, além
de um elevado contigente de escravos. O açúcar
produzido em Quissamã e em Campos era transportado
em carros de boi a Macaé, e daí por
barco ao Rio de Janeiro.
Em função da conjuntura internacional
e de fatores técnicos, os grandes proprietários
de Quissamã decidem implantar um Engenho Central,
estimulados pelos debates em torno do assunto, como
forma de contornar a crise, melhorar a qualidade do
produto e diminuir a mão-de-obra utilizada
na produção. Deu-se início à
construção dos prédios e à
importação do maquinário francês
e, em 1877, foi inaugurado o Engenho Central, o primeiro
da América do Sul em suas características.
A partir de então foram desativados os pequenos
engenhos da região, passando todos os produtores
a entregar sua produção ao Engenho Central.
Além da inauguração do Engenho
Central, iniciou-se em 1843 a abertura de um canal
que facilitaria o transporte de produção
desde Campos até o porto de Macaé e
também serviria para sanear a região
pantanosa de Quissamã, infestada de mosquitos
propagadores da febre palustre. O canal Campos-Macaé
foi inaugurado somente em 1861, sendo hoje o segundo
maior canal construído do mundo, superado apenas
pelo Canal de Suez. Três anos após a
inauguração, entretanto, o canal entra
em desuso como via de transporte, em favor da Estrada
de Ferro Macaé-Campos.
Quissamã conheceu nos 50 anos seguintes um
desenvolvimento esplendoroso, com linha férrea
entre as fazendas e o Engenho e, deste, com as cidades
de Campos dos Goytacazes e o Rio de Janeiro. Esse
desenvolvimento pode ser constatado no requinte das
construções da época. A partir
da crise de 1929, este quadro modificou-se. Alguns
fazendeiros endividaram-se e acabaram perdendo suas
propriedades em favor em favor da Cia. do Engenho
Central de Quissamã que, praticamente, passou
a monopolizar a economia local. Desde então,
Quissamã conheceu um longo período de
estagnação econômica, só
interrompido na década de 70 com o advento
do Pró-álcool. Em 1989, com a emancipação
da cidade, dada com o advento da Lei n.º 1.419,
de 04 de janeiro daquele ano, Quissamã retomou
o seu desenvolvimento, sendo os royalties do petróleo
extraído da Bacia de Campos sua principal receita.
A instalação do município deu-se
em 1º de janeiro de 1990, e hoje implementa-se
o aproveitamento do canal Campos-Macaé como
ponto de partida para a irrigação das
Áreas agrícolas e como rota de ecoturismo,
pois ele passa pelo Parque Nacional da Restinga de
Jurubatiba.
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