A região
da Enseada das Garoupas muitas vezes foi visitada pelos
portugueses, na tentativa de ocupar e colonizar suas
terras, depois de descoberto o Brasil. Esta terra, porém,
não era rica em jazidas de ouro, o grande interesse
da Coroa Portuguesa da época.
Os relatos dos navegadores eram sempre os mesmos:
pobres em minas de ouro, as serras São muito
próximas do mar, sendo suas terras alagadiças
e impróprias para a agricultura.
Porém, não deixavam de descrever a
existência de uma enseada de águas tranqüilas
e navegáveis, aninhando em suas águas
uma pequena ilha. Nesta enseada, os navios poderiam
abrigar-se de tempestades e ventos em total segurança.
Em 1703, aconteceu a primeira tentativa isolada de
ocupação desta terra. O português
Domingos de Oliveira Rosa fixou-se na enseada a procura
de ouro. Desistiu logo em seguida, pois as jazidas
eram pobres e não lhe deram o retorno necessário
sequer para o seu sustento.
Foi em 1753 que o governo português fundou
um povoado nestas terras, enviando 60 casais vindos
das ilhas dos Açores para iniciarem a sua colonização.
O crescimento deste povoado foi lento e difícil,
dadas as dificuldades com o clima, ataque dos espanhóis
e por ter sido entregue à própria sorte,
longe do centro administrativo da Capitania de Santa
Catarina.
Em 1818, o povoado da Enseada das Garoupas foi elevado
à condição de Colônia com
o nome de Nova Ericeira, pois 101 pessoas, entre homens
e mulheres, foram trazidas de uma colônia de
pescadores de Ericeira, Portugal, para darem início
à atividade pesqueira na região.
O nome Nova Ericeira, não chegou a consolidar-se
oficialmente, continuando o lugar a chamar-se Enseada
das Garoupas, até 13 de outubro de 1832, quando
passou a denominar-se Vila de Porto Belo, em homenagem
à sua vantajosa condição de porto
natural e sua extrema beleza.