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Um
pouco de História |
Prefeitura
Municipal |
| Av. Ciro Gonçalves, 173 - Ouro
Fino - Tel. (35) 34411048 |
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Câmara
Municipal |
Rua Rogério Gissoni, 450 - Ouro Fino
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| • Aparecido Nogueira de Sá |
• Juliana Donderi |
| • Benedito Milhorini |
• Lauro Tandeli |
| • Bruno Zucareli |
• Marcio Daniel Igidio |
| • Francisco Rodrigues |
• Sergio Favilla |
| • Jose Camilo da Silva Junior |
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| De 01 de janeiro de 2009 à 31 de
dezembro de 2012 |
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Brasão
e Bandeira |
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Mapa |
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AJUDA
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No ano de 1746, os bandeirantes aportaram
na região do Vale do Sapucaí, que compreende
atualmente o sul de Minas Gerais e o leste de São
Paulo, em busca de ouro, pois as jazidas supunham-se
abundantes. Um destes bandeirantes, o sertanista Ângelo
Batista, natural de Pindamonhangaba (SP), descobriu
ouro nos ribeirões de Ouro Fino, Santa Isabel
e São Paulo. Começa uma disputa entre
as capitanias de Minas e São Paulo pela posse
da região. O Guarda-Mor (nome dado ao responsável
pela região) regente do Sapucaí, Francisco
Martins Lustosa, português de origem, fundou
o arraial de Ouro Fino e edificou a capela de São
Francisco de Paula, que acabaria por ser elevada a
paróquia, em 8 de março de 1749, por
iniciativa do governador do Bispado de São
Paulo, D. Luís de Mascarenhas, ao qual estava
vinculada a região no período e que
dava todo o apoio ao Guarda-Mor no sentido de garantir
a posse para a Capitania de São Paulo.
Porém, os limites entre as capitanias de Minas
Gerais e São Paulo não estavam bem definidos.
Em setembro daquele mesmo ano, a então novíssima
Ouro Fino já passara a pertencer ao território
mineiro, por ordem do rei de Portugal , D. João
V, atendendo à solicitação do
regente de Minas, Gomes Freire de Andrade. Temendo
represálias da antiga administração,
Lustosa mudou-se para a atual cidade de Curitiba (PR),
onde faleceu. Em 16/03/1973, suas cinzas foram transladadas
para Ouro Fino.
O arraial de Ouro Fino ficou sob jurisdição
da vila de São João Del Rey e depois,
em 1799, da vila de Campanha. Em 1831, foi criado
o município de Pouso Alegre, ficando Ouro Fino
pertencente a ele, como distrito, até 22 de
julho de 1868, quando foi elevado à condição
de vila. Tal situação durou até
4 de novembro de 1880, quando foi elevada à
categoria de cidade. Em 16 de março de 1881,
ocorreu a instalação da Câmara
Municipal e foi eleito seu primeiro presidente. Estabelecia,
então, as condições necessárias
para a criação da Comarca , fato que
se confirma em 4 de novembro de 1888 , mas oficialmente
instalada no governo republicano, em 26 de setembro
de 1890. O município de Ouro Fino englobou
também os distritos de Campo Místico
(atual Bueno Brandão), Jacutinga e Monte Sião,
que posteriormente tornaram-se emancipados.
Ouro Fino atualmente é formado, além
do perímetro urbano, pelo distrito de Crisólia
e mais 57 bairros espalhados pela extensa área
do município. Se o impulso inicial que deu
origem à cidade foi a busca do ouro em meados
do século XVIII, o real salto econômico
da cidade se deu no século XX, quando a cafeicultura
se expandiu. O café se tornou um dos principais
produtos de exportação do Brasil e proporcionou
ao município um aumento de suas atividades
econômicas e sociais.
Com o arrefecimento da demanda internacional pelo
café brasileiro, a cidade deparou-se com a
necessidade de diversificar sua atividade econômica.
O comércio e, recentemente, a industrialização
foram os caminhos encontrados e, gradualmente, as
feições do município foram se
alterando. Atualmente, a administração
municipal incrementa um outro setor - o turístico
- em virtude do grande potencial da região
e da proximidade dos grandes centros urbanos, aproveitando
o fato de que o turismo é, no mundo, um dos
maiores geradores de renda da atualidade e vem recebendo
investimentos significativos no Brasil. Considerada
cidade histórica, conforme a lei 8.181, de
28 de março de 1991, Ouro Fino recebeu da EMBRATUR
o selo de Município Prioritário ao Desenvolvimento
do Turismo, em 1997 e 1999.
Muitos imigrantes chegaram a Ouro Fino com a inauguração
da estrada de ferro. Foram eles espanhóis,
turcos, alemães e principalmente os italianos.
Ouro Fino constitui uma das mais antigas sociedades
italianas do sul de Minas Gerais , com o nome de "Societá
Italiana Príncipe de Pientamonte", com
cerca de 312 famílias registradas. Ao pesquisar
publicações italianas da região
e ao consultar pessoas mais idosas, pode-se constatar
que a maioria dos imigrantes tinham como destino as
fazendas de café, outros, os que trouxeram
algum dinheiro, montaram estabelecimentos comerciais
de prestação de serviços como
relojoeiros, ourives, pedreiros, funileiros, sapateiros,
alfaiates. Distante da pátria e para não
perder o vínculo da italianitá, os que
aqui chegaram, reuniam-se, falando alto e gesticulando
como se estivessem "prontos para briga",
recordavam a bella Italia, sempre com um buono vino
e formaggio (vinho e queijo), som de sanfona e jogos
de bocha.
Houve ocasiões, porém, em que esses
italianos voltaram à terra natal: a eclosão,
em 1914, da 1ª Guerra Mundial, que arrastaria
o mundo para o conflito armado, durante cinco longos
anos, e arrastaria também "ouro-finenses"
para o fronte de batalha. As famílias de origem
italiana constituem boa parte da população
ouro-finense, o que levou à criação
do Circulo Ítalo-brasiliano, com o objetivo
de preservar a cultura e os costumes de seus antepassados.
Regularmente se reúnem e lembram os encontros
dos genuínos italianos.
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