Por volta do ano
de 1820 à 1822, José Pereira Álvares
e outros agricultores residentes às margens do
Rio Sapucaí Mirim, em terras de Pindamonhangaba,
tencionaram erigir uma capela dedicada a Nossa Senhora
Mãe dos homens, no local onde hoje se ergue a
atual Igreja de Nossa do Rosário. Por motivo
de constantes rixas com os habitantes do município
mineiro de Camanducaia eles foram obrigados a paralisar
as obras de construção da capela. Pouco
tempo depois de José Pereira Álvares sua
mulher, Dona Ignez Leite de Toledo, doaram a São
Bento uma grande extenSão de terras, com o fim
de nela erigir uma igreja sob a invocação
deste milagroso santo “São Bento”.
O povo, em procisSão transladou então
uma imagem do santo, que existia, na antiga capela
da Guarda Velha, situada próximo a Sant’ana
do Sapucaí Mirim, povoado mineiro, para o local
onde hoje se ergue a majestosa igreja Matriz de São
Bento. Enquanto se edificava o templo, o vigário
encomendado, Padre Manuel Alves Coelho, lavrou o primeiro
assento de batismo em uma casa particular, no dia
3 de fevereiro de 1828.
O povoado cresceu célebre sendo elevado à
freguesia pelo Decreto de 16 de agosto de l832 à
vila, pela Lei nº 23 de l6 de abril de 1858 à
cidade pela Lei nº 49 de 30 de março de
1876, substituindo-se, então, de São
Bento do Mirim para São Sapucaí somente,
ficando a data de Fundação da cidade
em 16 de agosto foi criada a Estância Climática
de São Bento do Sapucaí, pela Lei nº
9700, de 26 de janeiro de 1967. A parte judiciária
pertenceu de 1832 a 1833, à Comarca da Capital
de São Paulo; de 1833 a 1858, à Comarca
de Taubaté; de 1858 à 1866, à
Comarca de Guaratinguetá; de 1866 a 1877, novamente
a Comarca de Taubaté; de 1877 a 1890, à
Comarca de Pindamonhangaba, e finalmente a 10 de setembro
de 1890, pelo Decreto nº 64, de 30 de julho de
1890, foi instalada a nova comarca paulista de São
Bento do Sapucaí, sendo seu primeiro Juiz de
Direito, o Dr. Joaquim Albuquerque Lima.