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Um
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| De 01 de janeiro de 2009 à 31 de
dezembro de 2012 |
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Brasão
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Mapa |
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Os primeiros habitantes
O interior do Estado de Santa Catarina foi habitado
pelos grupos indígenas Xokleng e Kaingang,
ambos do grupo lingüístico Jê ou
Tapuia. Por estarem relativamente protegidos pela
distância do litoral, foram preservados do extermínio
liderado pelos colonizadores portugueses, o qual dizimou
os grupos Carijó do litoral catarinense.
A alimentação dos índios no interior
era à base caça e coleta de pinhão.
Alguns grupos também praticavam a agricultura,
plantando principalmente milho e aipim. Nas vestes,
usavam os tecidos trançados de fibra de urtiga
feitos pelas mulheres. As mulheres também trabalhavam
o barro e moldavam potes para o uso diário.
Na caça e na guerra, usavam arcos, flechas
e lanças com ponta de bambu ou osso, geralmente
com veneno na ponta.
Com a colonizaçãao do interior catarinense
a partir da segunda metade do século XIX, os
grupos indígenas foram pouco a pouco perdendo
seu espaço. Além de serem afugentados
pelos europeus, as tribos brigavam entre si pelo pouco
de caça que sobrava. Com o passar do tempo
e a diminuição gradativa da alimentação,
foi inevitável o choque direto com as colônias.
Foi então que o governo e os próprios
colonos começaram a pagar Tropas de Bugreiros.
Constituídas por cerca de uma dezena de homens
fortemente armados, as tropas seguiam as trilhas dos
índios até chegarem aos acampamentos.
Lá, esperavam o dia amanhecer e dizimavam a
tribo. A crueldade desses abates chocaram moradores
tanto da província quanto do país, que
saíram em defesa das tribos. A maneira encontrada
para minorar esse choque era promover a pacificação
dos selvagens.
As tentativas de pacificação ocorreram
a partir de 1907, mas apenas em 1912, com a criação
de uma reserva em uma área de 30 mil hectares
nos arredores de Ibirama , é que ações
objetivas nesse sentido foram tomadas. No entanto,
essa aproximação resultou no aculturamento
dos índios Xokleng e no extermínio em
decorrência das doenças dos branco.
A fundação
As terras onde hoje está localizada a cidade
de Jaraguá do Sul foram dadas, juntamente com
outra porção do norte catarinense, ao
conde d´Eu como dote pelos seu casamento com
a princesa Isabel, filha de dom Pedro II. O conde
então solicitou ao seu amigo Emílio
Carlos Jourdan, engenheiro e coronel honorário
do Exército Brasileiro, que demarcasse o local.
Encantado com a beleza da terra, Emílio Carlos
Jourdan requereu a posse de de uma parte dela, onde
fez uma plantação de cana e construiu
um engenho. Como o rio e o morro Jaraguá já
eram conhecidos, Jourdan nomeou suas terras de “Estabelecimento
Jaraguá”. Embora não se saiba
a data certa em que isso aconteceu, foi decidido o
dia 25 de julho de 1876 como data da fundação
da cidade.
Por essa época, a região fazia parte
de São Francisco do Sul e, posteriormente,
a Paraty, conhecida atualmente como Araquari. Com
a emancipação de Paraty, Jaraguá
passou a ser posse de Joinville, sendo reanexada a
Paraty. Em 1898, já com um Distrito Policial,
um Distrito de Paz e uma Intendência Distrital,
voltou a fazer parte de Joinville, agora como 2º
Distrito.
Em 1934, o Decreto nº 565 de 26 de março
elevou o distrito à categoria de Município.
Os limites incluíam o território do
atual município de Corupá desmembrado
24 anos depois.
Como em Goiás existia uma cidade mais antiga
com o nome de Jaraguá, o Decreto-Lei estadual
nº 941 de 31 de dezembro de 1943 modificou o
nome da cidade para Jaraguá do Sul.
A colonização
Alguns fatos colaboraram para a colonização
européia em Santa Catarina no século
XIX. Entre eles, a forte campanha abolicionista, que
fez com que o Governo Imperial desse preferência
à mão de obra livre branca em detrimento
à escrava negra.
Um nome de destaque foi o de Johan Jacob Sturz. Tendo
sido Cônsul Geral do Imperial Governo Brasileiro
na Prússia, Sturz estava bem informado sobre
os desajustes sociais vigentes na Europa e na possibilidade
de imigração alemã para a América.
Assim, foi nomeado como representande do Brasil na
Prússia para levar a cabo o projeto de a mão
de obra escrava no País.
O próximo passo foi dado em 1850 pelo Presidente
da Província, João José Coutinho,
ao aprovar a Sociedade Colonizadora de Hamburgo, que
já tinha adquirido 8 léguas na colônia
Dona Francisca, atual Joinville. Ali foram assentados
os colonizadores alemães, polacos e suíços
que deram origem à cidade. Destes, alguns polacos
e muitos alemães compraram lotes em Jaraguá
do Sul, vendidos pelo próprio Emílio
Carlos Jourdan.
Jaraguá do Sul também recebeu famílias
húngaras e italianas que entraram no País
via Rio Grande do Sul o os 54 escravos que vieram
para trabalhar com Emílío Carlos Jourdan
deram origem à comunidade negra da cidade.
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