Cubatão,
historicamente, sempre teve um papel de destaque no
cenário da Baixada Santista, do Estado de São
Paulo e do Brasil. Localizada no sopé da Serra
do Mar, de onde jesuítas, comerciantes, tropeiros,
autoridades do reino tomavam fôlego para atingir
o Planalto, Cubatão tornou-se essencialmente
um lugar de passagem.
Primeiro pelo caminho das águas, partindo
do Porto das Naus, em São Vicente, seguindo
pelo Mar Pequeno, Canal dos Barreiros, Largo do Pompeba,
Rio Casqueiro, Largo do Caneú, Rio Cubatão,
Rio Mogi e Rio Perequê.
Para alcançar o Planalto, no começo
foi seguida a trilha dos índios Tupiniquins;
depois, através do Vale do Rio Perequê,
o chamado “Caminho do Padre José”;
e finalmente a “Calçada do Lorena’,
mais à esquerda, a partir do Rio Cubatão.
O Porto Geral de Cubatão teve a sua origem
na primeira metade do século XVIII. Ao seu
lado, desenvolveu-se um povoado, por muito tempo conhecido
por essa denominação.
Em 1833, esse povoado foi elevado à categoria
de município e, em 1841, anexado ao Município
de Santos, mantendo-se praticamente estagnado até
a década de 1920, quando surgiram as obras
da Usina da Light e da Companhia Santista de Papel.
Após 1940, houve um novo surto com a construção
da Via Anchieta, culminando com a implantação
da Refinaria Presidente Bernardes, inaugurada em 1955,
e da Companhia Siderúrgica Paulista, em 1959.
Com a Via Anchieta, o transporte rodoviário
foi dinamizado entre São Paulo e a Baixada
Santista, tornando Cubatão um grande centro
de tráfego de veículos de passeio e
de carga.
Em 1º de janeiro de 1949, a Cidade obteve a
sua emancipação, permanecendo sob a
administração de Santos até o
dia 9 de abril do mesmo ano, quando assumiu seu primeiro
Prefeito.
Com o passar dos anos, a Cubatão foi se transformando,
ganhando indústrias, fruto do desenvolvimento
industrial paulistano e paulista, bem como dos investimentos
federais. Nenhum plano orientou a instalação
do parque industrial cubatense, porém. As fábricas
foram se localizando ao sabor das vantagens imobiliárias
ou pré-requisitos necessários às
suas operações (perto ou longe de um
núcleo urbano, a favor ou contra as correntes
de vento, perto ou longe de cursos d’água,
etc) e, no decorrer dos anos, começaram a surgir
sérios problemas ambientais, com a poluição
do ar, água e solo do Município.
Dezoito das atuais 24 indústrias que formam
o Pólo de Cubatão foram implantadas
no período de 1955 a 1975. Duas dessas indústrias,
Ultrafértil e Cosipa, possuem terminais portuários,
onde recebem matérias-primas e embarcam seus
produtos acabados.
Além da geração de empregos,
a concentração industrial de Cubatão
trouxe resultados importantes do ponto de vista financeiro
e do fortalecimento da capacidade tributária
municipal. A base de sustentação do
Município é, portanto, a arrecadação
do ICMS, ficando o IPTU, o ISS e outros tributos diretos
em segundo plano, se comparado com o quadro dos demais
municípios da Baixada Santista.